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Chute o Lula

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quinta-feira, 16 de abril de 2009

Senzalas modernas...


No que estamos nos transformando?
Deixamos a humanidade de lado tem muito tempo...
Se é que merecemos essa tão elitista classificação.
Nem mesmo os animais são capazes de cenas tão bizarras como às que vimos..
Animais não agridem os seus semelhantes gratuitamente.
Guardas ferroviários agredindo pessoas com cordões de apito, socos e pontapés.
São feitores dos tempos de hoje...
Quem agride o usuário de trens, é tão “povo” como quem é agredido.
Está na base da pirâmide.
Ganha tão pouco quanto os que agride.
Sendo assim, que fenômeno é esse?
O que faz com que nos odiemos tanto?
Odiamos o que?
Nós mesmos?
Vemos em cada fracassado nossa própria imagem?
Sei lá!
Mas os imbecis que estavam lá estavam sob ordens de alguém.
Da empresa concessionária de trens urbanos do Rio de Janeiro.
Pouco adianta punir os agentes.
Vão arrumar outro trabalho para bater em pobres como eles.
E a Concessionária vai continuar impune.
Como sempre no Brasil.
Como ficam impunes os policiais que tomam dinheiro de um infrator qualquer...
Como ficam impunes nossos políticos...
Como ficam impunes os fiscais corruptos...
Como ficamos impunes todos.
Nossa “pirâmide social” nunca foi tão reveladora:
Quem está no topo faz o papel de defecador... Sem leis, sem regras...
Já quem está na base, nunca foi tão humilhado..
Excremento mesmo.
Mas quer saber?... Bem feito!... É você cidadão, quem está construindo isso.
Portanto, acostume-se.
Em algum momento vai achar isso normal.
Afinal, você não anda de trem mesmo...
E quem mandou o “Zé povinho” não estudar, não é mesmo?
Fica calmo "cumpanhero"!
Lembra daquela “coisa de americano”?
A Segunda lei de Murphy?
“Nada é tão ruim que não possa ficar pior”?
É só ter nossa clássica indolência como meta.
Já chegamos lá.

terça-feira, 30 de setembro de 2008

Rio de Janeiro... Chicago dos trópicos?


O Rio de janeiro vive momento de graves violações das liberdades civís... Dá a sensação que vivemos na Chicago de Capone... O episódio de compra de todos os exemplares do Jornal Extra, na Baixada Fluminense, para evitar que o eleitor fosse informado da manobra de certos candidatos que tentavam não perder por faltas seus vencimentos, e para isso mentiram escondendo que se encontravam em campanha, razão essa sim, à verdadeira!... Cerca de 30 mil Exemplares do jornal foram comprados por um grupo armado nesta região... A justiça eleitoral agiu prontamente, bem como toda imprensa... O problema é que isso se deu em municípios que compõem a região metropolitana, portanto de maior visibilidade, daí tamanha repercussão... Em Guapimirim, cidade localizada a 70 km do Rio, quando do escândalo do “bolsa fraude”, que resultou na cassação da deputada estadual "Renata do Posto", oriunda daquele município, o mesmo aconteceu, só que desta vez com o jornal O Dia... O grupo político da deputada arrematava todos os jornais que chegavam as bancas, antes do raiar do dia... Só que lá ninguém se manifestou... Nem mesmo a tão zelosa Juíza Eleitoral e de Direito da comarca... A mesma juíza que hoje expede mandato de busca e apreensão contra o ex-prefeito por conta da distribuição de um DVD que é, nada mais, nada menos, que uma colagem de matérias publicadas nos jornais, e veiculadas pelas Tv´s... Existe ainda um agravante: O próprio Ministério Público da cidade pede que as denúncias sobre irregularidades sejam encaminhadas a ele, sob pena de não encontrar acolhida junto à juíza da comarca, que cooptada dá sinais inequívocos de pender para o lado do grupo político do atual prefeito, e tio da deputada cassada, Renata do Posto.
Guapimirim virou terra de ninguém... Ou melhor, terra de senhores feudais, onde as expressões “boca-de-urna” e “compra de votos” são corriqueiras e parecem não incomodar ninguém.
Nem mesmo quem tem por obrigação profissional, fazer com que a lei seja cumprida.

segunda-feira, 8 de setembro de 2008

Crivella: A candidatura que derreteu!...

Não sei se por conveniência política ou covardia mesmo, ninguém tem citado a espetacular queda de Crivella para a prefeitura do Rio... Eduardo Paes abriu uma margem de vinte pontos percentuais sobre seu concorrente direto... Os estragos produzidos pela inépcia na condução da campanha de Crivella, são evidentes... A mídia soube explorar convenientemente o "mole” dado pelo candidato, notoriamente na história do tal “Cimento Social”, uma série de obras em comunidades carentes que conta com recursos do governo federal, independente do candidato Crivella não ser o candidato do governo federal à prefeitura carioca... E aí veio o seqüestro e morte dos três rapazes detidos e entregues pelo exército a uma quadrilha de um morro rival... Foi à gota d´água, mas não foi tudo.
A coisa começou muito longe, e tem origem numa herança maldita.
Crivella é Evangélico, e ninguém pode ser culpado por isso... A não ser a estupidez humana.
Durante três anos e meio que antecedem às campanhas eleitorais, você Católico, Hindu, Muçulmano, Judeu, Espírita, Budista ou de qualquer outra crença, é classificado mesmo que de forma discreta, como “aqueles que não são de Deus”, isso para dizer o mínimo... Demorei muito para perceber que os Evangélicos tinham se apropriado de Deus!... Deus é deles e ninguém tasca!... Metem o pau em todo mundo durante quase quatro anos, mas quando às eleições se aproximam, vem um cretino dizendo que será “O prefeito de todas às religiões”.
Ignoram solenemente o fato de ainda estarem em um país de maioria católica... Não que em termos qualitativos isso faça alguma diferença, mas é fato, e não deveria ter sido ignorado pelos “Homens de Deus”.
Crivella: Meus respeitos como homem público que você é, mas é preciso dar um basta a esse segregacionismo religioso, e de usar a fome e a miséria como instrumento para o poder.
E, sobretudo, aprender ouvir à coletividade.
Você não tem o carisma de Lula.
Nem só de “Café com o Presidente” vive o brasileiro.
E o Rio de Janeiro mostra que ainda não está pronto para ser enrolado por vocês.
Só por César Maia, o único que só para provar que tem o ego tão grande quanto Lula, tem dois candidatos.

quarta-feira, 25 de junho de 2008

Política rasteira...

Um fato ocorrido na cidade de Guapimirim, Rio de Janeiro, revela algo que não deve ser único no cenário da política nacional, mas destaca o que há de mais podre na política brasileira... Um vereador local, “César do Modelo”, integrante de um partido que compõe a base aliada do atual Prefeito, Nelson Costa Mello, o “Nelson do Posto”, foi convidado a fazer parte da chapa do ex-prefeito e virtual candidato a prefeitura do município nas eleições deste ano, Aílton Vivas, como vice-prefeito... Até aí, nada demais... O “rolo” toma proporções curiosas quando o Vereador César passa a responder ao T.R.E. por “infidelidade partidária”, meses atrás.
Tendo seu pedido de cassação ainda em apreciação, o Vereador César aceita o convite e passa a integrar a chapa do postulante à prefeitura... Eis que o pior para ele vem à tona: O atual prefeito haveria “comprado” o partido ao qual César pertence, inviabilizando a formação da chapa e deixando o vereador a ver navios... A situação do vereador ficou ou ficará assim:

1 - Perdeu a possibilidade real de tornar-se vice-prefeito
2 – Caso a cassação se confirme, não poderá concorrer nas próximas eleições, haja vista que estará “preso” ao partido supostamente “pertencente” ao atual prefeito.
3 – Caso a cassação não se confirme, terá perdido o prazo previsto por lei para mudança de partido, ficando impossibilitado de concorrer por qualquer outra legenda.

Resumindo, César caiu numa verdadeira "arapuca política", fruto de vingança pura e simples... Em um município que parece nunca se livrar de práticas políticas abjetas e sempre envolto em escândalos que vão desde o famigerado “bolsa fantasma”, que resultou na cassação da Deputada “Renata do Posto”, ou outros de menor monta, consegue tão somente penalizar a população... Se isso ocorre num município localizado a 70 km do centro do Rio de Janeiro, fica fácil imaginar o que acontecerá nas cidadezinhas dos grotões brasileiros... Minha sugestão para o pórtico de entrada da cidade, ao invés do tradicional "Bem vindo à...
"Qui - quirí - qui - qui!, o do Brasil é aqui!"