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Chute o Lula

quarta-feira, 30 de janeiro de 2008

Por uma Amazônia livre dos brasileiros...


Houve um tempo em que falar de ecologia e meio ambiente era coisa de de "Eco-Chato" doidão...
Foi-se o tempo.
Hoje, a devastação provocada na amazônia seja por madeireiros, pecuaristas ou agricultores está fora de qualquer controle...
Quando vejo o presidente da república dizendo que os pecuaristas não são responsáveis pelo aumento do desmatamento, fico pensando se não serei eu o responsável.
A "grilagem" de terras é o verdadeiro mal que assola a amazônia, e é impossível controlar isto... Títulos de propriedade fajutos são usados para dar propriedade à pessoas que só se interessam em derrubar a floresta, em busca do lucro fabuloso da madeira, e quando descobertos mudam-se para uma nova área, e reiniciam o ciclo de devastação... De nada adiantam as dúzias de trabalhos sérios que comprovam que a floresta vale mais em pé que derrubada. A ignorância e a ganância são surdas.
Já que é assim, pergunto:
Para que se preocupar com à amazônia?... Que direitos julgamos ter sobre algo que não podemos cuidar ou proteger?... Não seria mais eficiente internacionaliza-la?
Quem ama seu país cuida dele de fato, ou corre o risco de perder o que tem de mais valioso.
Prefiro mil vezes ver a amazônia internacionalizada, que nas mãos de um governo irresponsável que finge não estar vendo o que acontece lá...
Por mais que os "nacionalistas da moto-serra" defendam a manutenção das coisas tal como estão, a amazônia é um patrimônio da humanidade, e nós brasileiros, apenas fiéis depositários deste bem...

A amazônia devastada não serve para nada.

Que se cumpra a lei, e se puna os responsáveis.

Ou então entregue para quem pode fazer dinheiro com ela, e mesmo assim é capaz de preservá-la.

domingo, 27 de janeiro de 2008

Google e a guerrilha cibernética no ORKUT...


Os poderosos e dissimulados tentáculos do Governo Federal, que já tentou controlar o conteúdo da programação das tv´s, faz mais uma investida contra a liberdade de expressão, desta vez usando o Ministério Publico, que mais parece uma ferramenta ideológica do PT que um poder autônomo, com a finalidade de controlar um dos mais populares e bem sucedidos sites de relacionamento do mundo, o ORKUT.
Atendendo a um “pedido” do M.P., o Google Brasil, dono do ORKUT, poderá disponibilizar dados dos usuários suspeitos de envolvimento em diversos crimes. Até aí, tudo muito bom.
Como os dados dos usuários ficam baseados nos EUA, isto parece ser uma operação complexa e fadada a grandes dificuldades, inclusive legais.
O ORKUT vem passando por vários problemas, que vão de “bugs” a exclusão de comunidades inteiras, algumas com milhares de membros.
No caso dos “bugs” a solução é menos complicada e tem caminhado satisfatoriamente.
Já no caso das comunidades, as coisas mudam de figura, principalmente com as comunidades relacionadas à política.
Tem funcionado assim:
As comunidades que fazem oposição ao governo Lula, recebem dúzias de membros ligados ao Partido dos Trabalhadores, ou partidos de esquerda, da base de sustentação do governo.
Estes novos membros iniciam de forma discreta a criação de vários tópicos sectaristas, do tipo “O Sul é o meu país” ou “Nordestinos são vagabundos”, ou mesmo “Morte ao presidente Lula”, e aguardam as manifestações dos descontentes com esta ou aquela situação.
Quando atingem um número razoável de tópicos racistas ou preconceituosos, começam a denunciar em massa ao ORKUT a existência destes tópicos, e isso acaba por gerar a exclusão de comunidades inteiras, sem que seus donos e moderadores se dêem conta do que houve.
O Google só cumpre as regras.
A oposição, por sua ingenuidade, é presa fácil.
Está nascendo um novo tipo de guerrilha: a guerrilha cibernética.
O PT está treinando a militância para isso.
O alerta está dado.

sexta-feira, 25 de janeiro de 2008

No Rio, população aplaude prisão de corruptos...


De volta ao tema corrupção, vários municípios do Estado do Rio de Janeiro se viram às voltas com problemas apontados pelo Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro.
A operação denominada “Uniforme Fantasma”, que tinha como alvo à compra superfaturada de uniformes escolares, e atingiu diretamente funcionários de segundo escalão e, como de costume, aponta desvios de verbas que podem chegar a R$100 milhões de Reais.
No caso específico do município de Magé, dois dos presos são parentes da prefeita Núbia Cozollino, um Clã que mais se assemelha a uma quadrilha, do que propriamente a um grupo político. São dezenas de processos ao longo dos anos que parecem sempre contar com as falhas da lei, e generosas quantias em dinheiro para resultarem sempre em arquivamento, ou inocência dos acusados.
Só que desta vez houve um componente diferente:
Pela primeira vez o cidadão contribuinte de Magé reuniu-se na porta da prefeitura durante a operação da polícia e aplaudiu estrondosamente a operação.
Uma manifestação inequívoca de cidadania.
Um “basta” ao mau uso do dinheiro público, que diferentemente do que disse um dos acusados numa escuta telefônica autorizada pela justiça, pertence sim a alguém.
Pertence ao povo.
Estas manifestações nos enchem de esperanças de que a capacidade de indignação do povo brasileiro não tenha morrido, e ainda sejamos capazes de dizer não a corrupção.
Só falta traduzir isto nas urnas.
Parabéns, povo de Magé.

quarta-feira, 23 de janeiro de 2008

Direitos Humanos: Dois pesos e duas medidas...



Esta notícia, publicada pela Folha de São Paulo há quase um ano, em Fevereiro de 2007, dá a exata medida do quanto pode ser incoerente um governo... Pela primeira vez, a Comissão Estadual de Ex-Presos Políticos de São Paulo reconheceu um feto como preso político e vítima de tortura pela ditadura militar (1964-1985). Trata-se de João Carlos Grabois, filho da ex-guerrilheira Criméia Grabois. Em dezembro de 1972, depois de voltar da região do Araguaia, grávida de sete meses, Criméia foi presa e levada para o DOI-Codi, em São Paulo. Segundo relatos de testemunhas e dela própria, foi torturada. Em janeiro, foi transferida para Brasília. Na próxima terça-feira, 13, fará 35 anos que, num hospital militar de Brasília, o filho de Criméia nasceu. É na terça também que João Carlos deve assistir ao julgamento de um recurso movido por ele na Comissão de Ex-Presos Políticos. João Carlos pede na ação que o Estado seja condenado com "pena máxima" pelas torturas sofridas por ele -ainda na barriga da mãe-, em reação a uma decisão da comissão de 2004. À época, a sentença determinou que João Carlos tinha direito a uma indenização de R$ 22 mil, valor mínimo pago pela comissão. No julgamento da próxima terça, os integrantes da instância decidirão se ele têm direito à indenização máxima, de R$ 39 mil."Entendo que o fruto do concepto de sete meses de gestação deve ser reconhecido como preso político da ditadura militar e pelas torturas sofridas no período de sua vida intra-útero que lhe resultaram transtornos psicológicos", diz trecho do parecer de 2004, de autoria de Henrique Carlos Gonçalves, representante do Conselho Regional de Medicina de São Paulo na comissão estadual. Para Criméia Grabois, o recurso é importante porque toca no que crê ser um equívoco: o escalonamento de valores indenizatórios pagos a vítimas. Para se fixar os valores, leva-se em conta "os resultados lesivos, tais como invalidez permanente ou morte, transtornos psicológicos, invalidez parcial ou qualquer tipo de seqüelas". "Quando a gente valoriza o que foi mais e o que foi menos torturado parece estar defendendo a tortura perfeita, do ponto de vista do Estado, aquela que é mais difícil de provar. É muito cruel você medir o sofrimento do outro. Não podia haver esse escalonamento. As indenizações deveriam ter valor único", explica Grabois. O revisor do caso na comissão, o advogado Idibal Pivetta, defende, em parecer que apresentará no dia 13, a "pena máxima". "O Estado deve ser condenado no máximo que a lei permite para que essa decisão sirva de exemplo", escreve ele, que é do Condeph-SP (Conselho Estadual de Defesa dos Direitos da Pessoa Humana)
Isto posto, deixo aqui algumas perguntas:
Será que a mesma Comissão de Ex-Presos Políticos reconhecerá o aborto como crime, se reconhece o feto como “Ser Humano”, tendo inclusive direitos indenizatórios por tortura?... Ou será que isto só vale para se obter indenizações do Estado?...Será que a equipe do governo Lula, pró-aborto, irá protestar contra tal medida da justiça?
Fonte: Flávia Marreiro - Folha de São Paulo
Imagem: Google

domingo, 20 de janeiro de 2008

Welcome to Amazon...



Quando pensei que o sensacional e Extraordinário “Sinistro” de Assuntos Estratégicos, Mangabeira Unger estava despontando para o anonimato, eis que ele ressurge, e traz junto às pérolas da semana:
Segundo ele, para acabar com a seca no Nordeste, bastaria desviar as águas do Rio Amazonas até o sertão... Só isso!... Uma espécie de aqueduto Ápia, só que tupiniquim, e centenas de vezes maior.
Será que ele perdeu definitivamente a noção das coisas?... Será o efeito das contínuas viagens entre Brasil e Estados Unidos, ou está viajando na “marola” do Ministro da Cultura, Gilberto Gil?... Valeria a pena realizar uma consulta aos arquivos do governo americano sobre o que ocorreu com os Evergladys, durante a desastrosa tentativa de aterrar o pântano... Um desequilíbrio ambiental sem precedentes na região, só que aqui teria menos impacto...
O bom disto tudo, é saber que com estas idéias criativas, baratas e dinâmicas ele poderá solucionar, com a experiência adquirida no aqueduto, outro grave problema que aflige milhões de pessoas, desta vez em São Paulo: Os engarrafamentos gigantescos rumo ao litoral... Bastaria trazer a praia até São Paulo!... Nada que umas “draguinhas” e uns bilhões não possam resolver!... Ia ser o máximo ter um pedacinho do Guarujá no Anhangabaú...
Outra idéia maravilhosa foi a de ensinar Inglês aos índios... Vai facilitar muito no caso de desembarque em massa de americanos na região, principalmente aos que se dedicam a Bio-pirataria...
Vai ser fantástico acabar com estes nomes ridículos de tribos brasileiras... Xavante, Ticuna, Pataxó, Yanomami... Fica muito mais bonito Latin Sioux, ou South America Comanche...
Se for para falar besteira, não vejo necessidade em trazer um professor de Harvard para ocupar o cargo... Era só colocar o Clodovil na pasta dele.

sexta-feira, 18 de janeiro de 2008

Quanto custou a câmara dos deputados em 2007...



O Orçamento para 2007 da Câmara dos Deputados correspondeu a R$ 3.387.603.958,00, ou 0,22% do Orçamento da União. Dividindo-se esse número pela quantidade de deputados federais (513), atinge-se o montante de R$ 6.603.516,49.
Isso é o que cada deputado custa aos cofres da União.
Por outro lado, dividindo-se o total dos gastos com a Câmara dos Deputados pela população brasileira, o número resulta em R$ 18,14.
Esse é o montante com que cada brasileiro arca anualmente para manter a Câmara.
O peso do Congresso Nacional (Câmara e Senado) no bolso do cidadão em termos do percentual sobre a renda per capita é de 0,18%.
É o mais alto na comparação com outros onze países, correspondendo a quase seis vezes o peso do Congresso norte-americano sobre o cidadão daquele país, mais de quatro vezes o da Alemanha, mais de três vezes o da França.

Veja a comparação:

País % PIB pc Quantas vezes mais
Brasil 0,18%
Itália 0,11% - 1,7
França 0,06% - 3,2
México 0,05% - 3,6
Chile 0,05% - 3,8
Portugal 0,05% - 3,9
Alemanha 0,04 % - 4,3
Canadá 0,04% - 4,4
Grã Bretanha 0,03% - 5,4
Argentina 0,03% - 5,4
Estados Unidos 0,03% - 5,7
Espanha 0,02% - 8,4
Visto de forma individual, o valor não parece tão elevado, mas de forma global e ainda mais pelo que é produzido naquela casa legislativa, é uma exorbitância!... Quase 3,4 bilhão para produzir escândalos e toda sorte de falcatruas... Grosso modo, equivale a quase 10% da receita da extinta CPMF.
Democracia custa caro!... Pena que nem sempre o que vem dentro do pacote, vale o quanto custa!
Fonte: Transparência Brasil
Imagem: Google

domingo, 13 de janeiro de 2008

Votos válidos, votos nulos e votos em branco...


Como este é um ano eleitoral, e sempre que isso ocorre ouvimos uma corrente que defende o voto nulo, resolvi abordar o tema para esclarecer alguns mitos sobre o voto nulo, voto em branco e votos válidos...
1 - Segundo o Código Eleitoral, art. 224:
"Se a nulidade atingir a mais da metade dos votos do País nas eleições presidenciais, do Estado nas eleições federais e Estaduais, ou do Município nas eleições municipais, julgar-se-ão prejudicadas as demais votações, e o Tribunal marcará dia para nova eleição dentro do prazo de 20 a 40 dias."Quanto ao fato de o candidato que deu causa à nulidade da eleição poder se candidatar na nova eleição, já houve julgamentos pelo Tribunal Superior Eleitoral sobre esse assunto... Porém não está previsto em legislação... Por enquanto trata-se de entendimento dos julgadores nos casos concretos já julgados até agora.
2 - Os votos brancos não são votos válidos, são excluídos de qualquer cálculo desde 1997... Não são acrescentados a nenhum candidato. São simplesmente excluídos para determinação de quem vence, em caso de eleição majoritária (presidente, governador, senador e prefeito) e também são excluídos para cálculo do quociente eleitoral e determinação de quais partidos farão eleitos nas eleições proporcionais (deputados federais e estaduais e vereadores).
3 - Os votos nulos também são excluídos para determinação de votos válidos e sua contagem é verificada somente no caso elencado na primeira resposta acima.
4 - A mensagem da urna eletrônica para digitação de número inexistente é: "número errado", e logo mais em baixo na tela, aparece: Aperte a tecla verde para confirmar (voto nulo) laranja para corrigir Somente isto. A Justiça Eleitoral explica (e consta de sua página na Internet - Conheça e aprenda a votar na urna eletrônica - voto passo a passo) como votar, incluindo voto branco e nulo. Cabe ao eleitor decidir qual será o seu voto.
5 - A urna eletrônica, como se verifica, é programada para cumprir a legislação eleitoral em vigor e assim distinguir, com clareza, os efeitos do voto válido, do voto em branco e do voto nulo. Para a hipótese incomum prevista no art. 224 do Código Eleitoral, mas somente na sua ocorrência, há contagem do voto nulo, vale dizer, para a realização de nova eleição em até 40 dias após a nulificação do pleito questionado. Afora tal hipótese, os voto nulos serão sempre desprezados, como igualmente ocorre com os votos em branco. Logo, somente pesam, porque serão computados, os votos válidos, sendo descartados os nulos e os em branco. É o que preceitua, claramente, o art. 2º da Lei Eleitoral n. 9.507, de 30 de Setembro de 1997: “Será considerado eleito o candidato a Presidente ou a Governador que obtiver a maioria absoluta (= metade mais um voto) dos votos válidos”.
6 - Vale lembrar sempre, que seu voto não tem preço, tem consequências, e ao se omitir poderá estar favorecendo aquele candidato sabidamente mal intencionado, em troca de uns míseros tostões ou alguns presentinhos... Lembre-se ainda que errar na escolha não significará o fim do mundo, e que sempre haverá uma nova oportunidade para excluir da vida pública os candidatos que não fizerem jus ao seu voto!... O Brasil será tão bom quanto o candidato que você elegerá... Vote, mas vote consciente!