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Chute o Lula

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terça-feira, 26 de maio de 2009

Gente que faz, e só se ferra com isso!...



Seguindo a séria série em homenagem ao Dia do Otário, aí vai mas uma:

Desabafo de um empresário...

É uma pena, mas é verdade.

São Leopoldo tem um dos menores índices de analfabetismo e de mendicância do País, talvez por causa de homens como este!
Silvino Geremia é empresário em São Leopoldo , Estado do Rio Grande do Sul. Eis o seu desabafo:

"Acabo de descobrir mais um desses absurdos que só servem para atrasar a vida das pessoas que tocam e fazem este país: investir em educação é contra a lei . Vocês não acreditam?

Minha empresa, a Geremia, tem 25 anos e fabrica equipamentos para extração de petróleo, um ramo que exige tecnologia de ponta e muita pesquisa. Disputamos cada pedacinho do mercado com países fortes, como os Estados Unidos e o Canadá. Só dá para ser competitivo se eu tiver pessoas qualificadas trabalhando comigo. Com essa preocupação criei, em 1988, um programa que custeia a educação em todos os níveis para qualquer funcionário, seja ele um varredor ou um técnico.

Este ano, um fiscal do INSS visitou a empresa e entendeu que educação é salário indireto. Exigiu o recolhimento da contribuição social sobre os valores que pagamos aos estabelecimentos de ensino freqüentados por nossos funcionários, acrescidos de juros de mora e multa pelo não recolhimento ao INSS. Tenho que pagar 26 mil reais à Previdência por promover a educação dos meus funcionários?

Eu acho que não. Por isso recorri à Justiça. Não é pelo valor, é porque acho essa tributação um atentado. Estou revoltado. Vou continuar não recolhendo um centavo ao INSS, mesmo que eu seja multado 1000 vezes. O Estado brasileiro está falido. Mais da metade das crianças que iniciam a 1ª série não conclui o ciclo básico. A Constituição diz que educação é direito do cidadão e dever do Estado. E quem é o Estado?

Somos todos nós.

Se a União não tem recursos e eu tenho, acho que devo pagar a escola dos meus funcionários. Tudo bem, não estou cobrando nada do Estado. Mas também não aceito que o Estado me penalize por fazer o que ele não faz. Se a moda pega, empresas que proporcionam cada vez mais benefícios vão recuar.. Não temos mais tempo a perder. As leis retrógradas, ultrapassadas e em total descompasso com a realidade devem ser revogadas. A legislação e a mentalidade dos nossos homens públicos devem adequar-se aos novos tempos.

Por favor, deixem quem está fazendo alguma coisa trabalhar em paz. Vão cobrar de quem desvia dinheiro, de quem sonega impostos, de quem rouba a Previdência, de quem contrata mão-de-obra fria, sem registro algum. Sou filho de família pobre, de pequenos agricultores, e não tive muito estudo. Completei o 1º grau aos 22 anos e, com dinheiro ganho no meu primeiro emprego, numa indústria de Bento Gonçalves, na serra gaúcha, paguei uma escola técnica de eletromecânica. Cheguei a fazer vestibular e entrar na faculdade, mas nunca terminei o curso de Engenharia Mecânica por falta de tempo. Eu precisava fazer minha empresa crescer. Até hoje me emociono quando vejo alguém se formar. Quis fazer com meus empregados o que gostaria que tivessem feito comigo. A cada ano cresce o valor que invisto em educação porque muitos funcionários já estão chegando à Universidade. O fiscal do INSS acredita que estou sujeito a ações judiciais. Segundo ele, algum empregado que não receba os valores para educação poderá reclamar uma equiparação salarial com o colega que recebe. Nunca, desde que existe o programa, um funcionário meu entrou na Justiça. Todos sabem que estudar é uma opção daqueles que têm vontade de crescer...

E quem tem esse sonho pode realizá-lo porque a empresa oferece essa oportunidade. O empregado pode estudar o que quiser, mesmo que seja Filosofia, que não teria qualquer aproveitamento prático na Geremia. No mínimo, ele trabalhará mais feliz. Meu sonho de consumo sempre foi uma Mercedes-Benz. Adiei sua realização várias vezes porque, como cidadão consciente do meu dever social, quis usar meu dinheiro para fazer alguma coisa pelos meus 280 empregados. Com os valores que gastei no ano passado na educação deles, eu poderia ter comprado duas Mercedes. Teria mandado dinheiro para fora do país e não estaria me incomodando com leis absurdas .

Mas não consigo fazer isso. Sou um teimoso. No momento em que o modelo de Estado que faz tudo está sendo questionado, cabe uma outra pergunta.

Quem vai fazer no seu lugar? Até agora, tem sido a iniciativa privada. Não conheço, felizmente, muitas empresas que tenham recebido o tratamento que a Geremia recebeu da Previdência por fazer o que é dever do Estado.

As que foram punidas preferiram se calar e, simplesmente, abandonar seus programas educacionais. Com esse alerta temo desestimular os que ainda não pagam os estudos de seus funcionários. Não é o meu objetivo. Eu, pelo menos, continuarei ousando ser empresário, a despeito de eventuais crises, e não vou parar de investir no meu patrimônio mais precioso: as pessoas.

Eu sou mesmo teimoso."

Mais uma de Percy Vieira, o anão gigante inconformado.

26 de Maio... Dia nacional do otário!


Em tempos de cidadão fazendo papel de réfem do Estado, anime-se!... Daqui por diante, até dia 31 de Dezembro, você está livre para fazer o que quiser com seu dinheiro!... Vem daí a idéia de propor o Dia Nacional do Otário... Claro que é implicância minha!... O País funciona divinamente!... Saúde, Educação, Transporte... Segurança então!...
Tudo perfeito!... Não custa nada abrir mão de uns cobres para que essa maravilha siga sendo assim...

Centenas de motoristas aproveitaram nesta segunda-feira 25, a manifestação "Dia da Liberdade de Impostos" - promovida por diversas instituições em São Paulo, Belo Horizonte, Rio de Janeiro e Porto Alegre - para abastecer seu veículo com gasolina mais barata. Na capital gaúcha, o preço do litro "sem o valor dos impostos" chegou a R$ 1,25.

O evento simbólico tem como objetivo lembrar os consumidores que o Brasil é um dos países em que mais se cobram impostos no mundo e que é preciso trabalhar 145 dias (de 1º de janeiro até 25 de maio) apenas para pagar os tributos cobrados pelo governo.

Na capital paulista, a venda de gasolina a R$ 1,4624 por litro gerou uma fila de seis quarteirões por volta das 9h da manhã, quando começaram a ser distribuídas senhas em um posto de combustível da avenida Sumaré. Em apenas 28 minutos de distribuição, conseguiram garantir a gasolina mais barata 240 motoristas, que abasteceram no máximo 25 l, somando um total de 6.000 l.

Para Ricardo Salles, um dos organizadores do evento na cidade, o objetivo principal é "permitir que a população perceba o quanto os gastos governamentais pesam no bolso. A sobrecarga tributária impede o crescimento econômico e quem sofre mais são as pessoas com menor renda", afirmou.

No Rio de Janeiro, descontados os valores referentes aos impostos (Cide, PIS, Cofins e ICMS) sobre a gasolina, 270 motoristas abasteceram no máximo 20 l com gasolina 53% mais barata, totalizando 4,7 mil l de combustível subsidiado por empresas e associações.

Homens vestidos com fantasia de palhaço orientavam os consumidores na fila quilométrica. Motoristas estavam dispostos a esperar sob sol forte para pagar R$ 1,27 o litro do combustível, em lugar dos habituais R$ 2,54. O taxista Renato Pimental de Andrade, 47 anos, esperou uma hora e meia e disse que valeu à pena. "Tinham que abaixar esse preço ainda mais: para R$ 2 e fazer isso todos os dias. Nossa gasolina é uma das mais caras do mundo".

Também foram espalhados cartazes no posto mostrando o valor dos impostos em produtos básicos como a pasta de dente, cujo valor da taxa tributária é de 42% sobre o preço cobrado ao consumidor, e o café, que tem 36,52% de impostos incidindo sobre o preço final.

Em Belo Horizonte, foram vendidos 5 mil l de gasolina a R$ 1,33. "Além de pagarem os impostos, os brasileiros ainda arcam com os custos, que teoricamente seriam do governo, como planos de saúde, segurança, escola particular, dentre outros. Queremos que os impostos pagam sejam revestidos para a população. O Brasil tem impostos de primeiro mundo e condição social de país atrasado", afirmou o presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas, Roberto Alfeu.

Colaboração de Percy Vieira.