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Chute o Lula

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domingo, 23 de novembro de 2008

Próxima parada: DOHA


Depois da reunião do G 20 em Washington, o próximo desafio dos líderes mundiais está na rodada de DOHA... Aquela mundialmente famosa por produzir... Nada!... Se antes da explosão da bomba econômica que os americanos deflagraram já estava difícil chegar a algum acordo, agora piorou muito... Ainda mais no caso da diplomacia econômica brasileira, que acumula fracassos retumbantes e é muito mais conhecida por isso que por obter sucessos nas negociações em bloco... Na verdade não faz o menor sentido o Brasil tentar continuar somente negociando em bloco... Seria muito mais eficiente se a diplomacia comercial analisasse individualmente a pauta de exportações de um determinado país e estabelecesse acordos bilaterais... Cada dia que passa nesta economia em crise, fica mais evidente que ter mais parceiros comerciais é muito mais seguro que ter um único bloco e suas infindáveis barreiras econômicas... Sem contar que deveríamos dar uma guinada nesta mesma pauta de exportações e parar de priorizar unicamente commodities... Está mais que na hora de aumentarmos nossa pauta de produtos industrializados e consequentemente nosso saldo na balança comercial... É ridículo exportarmos minério de ferro e importarmos aço plano.
Não basta mais ser o “celeiro do mundo”.
O Brasil tem o dever de ser tornar um “player” respeitado no mundo inteiro.

quinta-feira, 31 de julho de 2008

Interdependência ou morte!...

Com o fim da rodada DOHA, tive a já esperada sensação de “déjà vu”, já que novamente não ocorreram avanços.
Por mais que a OMC se esforce para diminuir as barreiras comerciais existentes entre os países, nada parece ser capaz de superar o protecionismo dos países industrializados... A palavra da moda é “Salvaguarda”, que nada mais é que uma medida de urgência que tem como objetivo proteger um determinado setor de concorrência externa predatória... Na verdade, trata-se de premiar a incompetência num determinado setor com aumento de tarifas de importação de produtos similares... E é só!... Só que quando isso ocorre em setores considerados “sensíveis”, como a indústria automobilística, por exemplo, que emprega milhares de pessoas num país, a coisa aperta mesmo e é impossível não adota-las, sob pena de se pagar um alto preço político... Coisas da globalização, e gostemos ou não dela, é irreversível... Assim como é impossível ignorar a interdependência econômica existente entre quase todos os países atualmente, embora haja aqueles que optem pelo isolamento e que o preço disso seja uma condição de vida extremamente difícil para a população local.
O Brasil adotou uma posição de desprendimento de seus interesses visando conseguir algum tipo de acordo... Não deu... Deu zebra entre Índia e EUA... Nenhuma hora é mais apropriada que essa para o surgimento de gênios da raça que defendem que as negociações devam ser conduzidas, no caso do Brasil, por empresários e não por diplomatas, como se o país não tivesse um complexo leque de interesses e só devesse se preocupar com o empresariado... Nada mais equivocado.
Porém, como está cada dia mais longe a possibilidade de um acordo global sobre salvaguardas, é hora de partir para os acordos bilaterais, já que um país que tem apenas 1% do comércio mundial não pode se dar ao luxo de virar mero espectador.
Ou o Brasil parte para o ataque ou permanecerá como tímido "player" no desenvolvimento do comércio mundial.