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Chute o Lula

sábado, 14 de fevereiro de 2009

Caso Paula Oliveira – Parte III

Prometo que é a última vez que toco nesse assunto, mas não dá para deixar de lado a histeria coletiva que tomou conta da mídia e do governo brasileiro sobre o caso da brasileira Paula Oliveira, supostamente atacada na Suíça... Foi uma “grita geral”, inclusive com pronunciamento de Lula, como se ele não tivesse nada mais importante para cuidar... O bom senso aconselha que em momentos de tantas dúvidas, se faça silêncio e se espere o fim das investigações, mas meus instintos me dizem que isso não vai acabar bem para a imagem do Brasil, reconhecidamente “exportador de prostitutas e trabalhadores ilegais” para toda Europa, fato que tem criado dificuldades e transtornos para que cidadãos comuns que visitam os países do bloco... Que nós, reles mortais nos manifestemos com uma ou outra bobagem sobre o caso, é compreensível, mas o governo deveria acompanhar o caso de forma atenta, porém discreta, sem querer jogar para a platéia.
Percebendo que o caso tomou um rumo muito esquisito, o governo brasileiro resolveu adotar a cautela em suas declarações... Só que lá na Suíça, a comunidade brasileira pretende se mobilizar amanhã, 15/02/2008, numa manifestação contra o tratamento dado pela policia e governo local ao caso... Acho prematuro e inapropriado, já que ainda não foi possível estabelecer a verdade dos fatos... Se o alegado pela vítima for mentira, ela terá conseguido produzir um estrago sem precedentes na imagem do povo brasileiro, já tão desgastada mundo afora, tamanha a repercussão que o caso vem tendo.
Já o governo brasileiro parece fingir que não vê as dezenas de turistas estrangeiros roubados, esfaqueados e baleados nas ruas das cidades brasileiras todos os anos... A lógica da bravata é mais ou menos essa:
Façam o que eu digo, seus nacionalistas xenófobos, mas não façam o que eu faço!

2 comentários:

Jurema Cappelletti disse...

"...turistas estrangeiros roubados, esfaqueados e baleados nas ruas das cidades brasileiras todos os anos... : Façam o que eu digo, seus nacionalistas xenófobos, mas não façam o que eu faço!

Esta última frase define exatamente as palavras revoltadas de Luís Inácio. Csso tenha acontecido, é revoltante. Mas certamente o presidente poderia também fazer discursos sobre casos de brasileiros que morrem com balas perdidas pelas ruas (turistas, também) e, principalmente bufar com a miséria tenebrosa que mora a seu lado em Brasília, numa favela que não tem prédios de vários andares nem casas de tijolos, mas barracos de madeira.

Os próprios brasileiros poderiam fazer a mesma coisa, gritar e se mobilizar por grupos de muitos e não apenas por uma única pessoa.

- Moisés Correia - disse...

O sol acende a tímida luz do dia
E embarco na viagem que nunca faço…
Abraço manhãs no ceio da chuva fria
Desbravo os ventos em trilhos do acaso

Um resto de um bom fim-de-semana
Com muita paz, saúde e muito amor…

O eterno abraço…

-MANZAS-